Com curadoria de Christine Macel, a edição de 2017 da Bienal de Veneza leva o nome de “Viva Arte Viva” e abre ao público entre os dias 13 de maio e e 26 de novembro.

Descrita por Macel como uma exposição “projetada com artistas, por artistas e para artistas”, a bienal oferece uma gama de pontos de vista sobre os processos criativos dos participantes, com suas práticas de estúdio ocupando um lugar central.

A Bienal se apresenta como uma mostra pensativa, lógico-argumentada, como algo que tende para o cerebral e, às vezes, um pouco frio. Embora Macel, a curadora-chefe, tenha sido criticada por não ter aumentado significativamente o número de mulheres e de artistas não-brancos acima das normas da Bienal, ela claramente fez um esforço para apresentar artistas menos conhecidos, tanto pela crítica quanto comercialmente. Dos 120 em exposição no Giardini e Arsenale, cerca de 70% nunca foram vistos em Veneza antes, com ênfase em artistas de meados de carreira, mais velhos e alguns mortos.

Trans-pavilhões

A exposição começa no Giardini, no pavilhão central, com duas das nove seções principais, ou trans-pavilhões. Esta pretende ser uma jornada que começa no estúdio dos artistas e termina no Arsenale, em uma exploração do poder das artes para transcender preocupações cotidianas e até mesmo tocar o sublime.

“Viva Arte Viva” está dividida em nove capítulos ou “Trans-Pavilhões”, incluindo o “Pavilhão de Artistas e Livros”, no qual os espectadores podem mergulhar em workshops de artistas e descobrir as razões pelas quais eles fazem arte; o “Pavilhão de Alegrias e Medos”, que explora os relacionamentos dos artistas com sua própria existência; o “Pavilhão da Terra”, onde artistas abordam questões como a exploração dos recursos do planeta e fazem observações sobre o ambiente natural; e o “Pavilhão de Shamans”, onde os expositores analisam o ato criativo através de uma lente espiritual.

Instalação de Sheila Hicks no Pavilhão das Cores

Instalação de Sheila Hicks no Pavilhão das Cores

Em abril, foi anunciado que a maior honra da exposição, o Leão de Ouro pela trajetória do artista, será concedida a Carolee Schneemann durante a cerimônia de inauguração da exposição. Prêmios reconhecendo a melhor participação nacional, bem como o melhor artista e artista emergente na exposição internacional ainda não foram anunciados.

Além disso, oitenta e cinco participantes nacionais farão exposições nos pavilhões históricos do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza. Quatro países participarão pela primeira vez: Antígua e Barbuda, Kiribati, Nigéria e Cazaquistão.

Brasileiros na Bienal de Veneza

Entre os 120 nomes escolhidos pela curadora Christine Macel, estão quatro brasileiros: Ayrson Heráclito, Erika Verzutti, Ernesto Neto e Paulo Bruscky. Além dos artistas escolhidos para a mostra principal, a Bienal também conta com o Pavilhão Brasileiro, com curadoria de Jochen Volz e obras da mineira Cinthia Marcelle.