Clodomiro Amazonas - Galeria22
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Clodomiro Amazonas

Clodomiro Amazonas Monteiro (Taubaté SP 1883 – São Paulo SP 1953). Pintor e restaurador. Inicia-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estuda com o pintor Augusto Luís de Freitas (1868 – 1962) no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, funda na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passa a viver em São Paulo em 1906, quando entra em contato com a obra de Baptista da Costa (1865 – 1926) e tem aulas com o pintor Carlo de Servi (1871 – 1947). Paralelamente às atividades artísticas, trabalha em repartições públicas e atua como ilustrador para publicações como a Revista da Semana.

 

A partir de 1924 dedica-se exclusivamente à pintura. Mantém contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato (1882 – 1948), Menotti del Picchia (1892 – 1988), Lucílio de Albuquerque (1877 – 1939) e Georgina de Albuquerque (1885 – 1962) e Pedro Alexandrino (1856 – 1942), entre outros. É um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Torna-se principalmente pintor de paisagens paulistanas, utilizando óleo, aquarela, carvão e pastel.

 

Comentário Crítico
No início de sua trajetória artística, Clodomiro Amazonas atua como restaurador e posteriormente dedica-se à ilustração de várias publicações, como A Revista da Semana. Torna-se um pintor essencialmente paisagista. Suas telas são conhecidas pelas vistas de matas fechadas, riachos e colinas com árvores coloridas do interior de São Paulo, como em Caminho com Jacarandá Paulista (1935). Mantém-se à parte das inovações do movimento modernista, permanecendo fiel a uma fatura mais tradicional. Sua produção permite a aproximação com a pintura de Baptista da Costa (1865 – 1926), pela maneira de representar a natureza e pela paleta harmoniosa.

 

As obras do início da carreira de Clodomiro Amazonas apresentam pinceladas lisas e composições mais detalhadas. Posteriormente realiza uma fatura com pinceladas mais amplas, utilizando também a espátula. Como nota a historiadora da arte Ruth Tarasantchi, o artista trabalha com croquis nos locais, passando-os depois para a tela, no ateliê; outras vezes, usa registros de fotografias, tiradas por ele mesmo, e cartões-postais, como em Trecho da Praia de Itapuca, em Niterói. Os mesmos procedimentos e temas são empregados por outros artistas, como Wasth Rodrigues (1891 – 1957) e Oscar Pereira da Silva (1867 – 1939).

 

Considerado pela crítica em sua época como o “verdadeiro pintor brasileiro”,1 Clodomiro Amazonas cria paisagens poéticas, em que se destacam exemplares da flora brasileira, como ipês, quaresmeiras e embaúbas, com perspectivas amplas e uma paleta de tons luminosos.