Galeria22 | Pedro Alexandrino
A Galeria 22 está no mercado há mais de 20 anos e procura levar aos seus clientes o que há de melhor na arte brasileira, sempre com o objetivo de valorizar o investimento de quem se interessa por esse mercado.
galeria, obra de arte, escultura, pintura, gravura, desenho, artistas brasileiros, exposições
19521
portfolio_page-template-default,single,single-portfolio_page,postid-19521,theme-bridge,woocommerce-no-js,ajax_fade,page_not_loaded,,qode_grid_1200,hide_top_bar_on_mobile_header,columns-4,qode-child-theme-ver-1.0.0,qode-theme-ver-11.0,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-5.5.4,vc_responsive

Pedro Alexandrino

Pedro Alexandrino Borges (São Paulo SP 1856 – idem 1942). Pintor, decorador, desenhista e professor. Inicia-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier (ca.1812 – 1867), na catedral de Campinas, São Paulo. Nessa época, também auxilia o decorador francês Stevaux em São Paulo e realiza trabalhos em igrejas, residências e palacetes.

 

Em 1880, recebe as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estuda com Almeida Júnior (1850 – 1899) em seu ateliê, na Rua da Glória, em São Paulo.

 

De 1887 a 1888, estuda desenho com José Maria de Medeiros (1849 – 1925) e pintura com Zeferino da Costa (1840 – 1915), como aluno bolsista da Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, no Rio de Janeiro. Entre 1890 e 1892, ingressa na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, leciona desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo – Laosp, em 1895 e 1896. Viaja para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo, e freqüenta o ateliê de René-Loui Chrétien (1867 – 1942) e a Académie Fernand Carmon. Conhece Antoine Vollon (1833 – 1900), e com ele estuda a partir de 1899.

 

Freqüenta também o Ateliê Lauri e estuda com o pintor Monroy. Retorna ao Brasil na primeira década do século XX, estabelece-se em São Paulo, onde leciona desenho e pintura. Tem como alunos Tarsila do Amaral (1886 – 1973), Anita Malfatti (1889 – 1964) e Bonadei (1906 – 1974), entre outros.

 

Comentário crítico
Antes mesmo de sua viagem de estudos a Paris, Pedro Alexandrino já é um artista especializado em natureza-morta. Segundo a historiadora da arte Ruth Tarasantchi, sua produção desse período é influenciada por seu mestre, Almeida Júnior (1850 – 1899), principalmente na fatura lisa e na utilização de planos de fundo escuros. Em Cozinha na Roça, 1894, apresenta uma composição com pinceladas mais livres, na qual é possível observar a habilidade do pintor no uso das cores.

 

Na França, tem contato com a obra de Antoine Vollon (1833 – 1900) e de René-Louis Chrétien (1867 – 1942). Em Paris, como aponta Tarasantchi, suas composições tornam-se mais complexas, realizadas com pinceladas mais largas, com menor preocupação com detalhes.

 

O gosto do artista por formas arrendondadas ou cilíndricas revela-se em Flores e Doces, s.d. ou em Metais, Porcelanas e Morangos, s.d.

Alexandrino é conhecido pela representação de objetos em metal, dos quais consegue transmitir a impressão de volume e brilho.

 

Reúne, por vezes, em uma mesma pintura, dois ou três tipos diferentes de metais, demonstrando sua habilidade em reproduzir os diferentes tons de cada peça. Outra constante em seu trabalho é a exploração dos efeitos de transparência, quando pinta cristais ou garrafas de vidro.

Pedro Alexandrino