Galeria22 | Lasar Segall | SESC 24 de maio
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Lasar Segall | SESC 24 de maio

Lasar Segall | SESC 24 de maio

O Sesc São Paulo traz para o centro da cidade a produção de Lasar Segall, um dos nomes consagrados da arte do século XX. Realizada em parceria com o Museu Lasar Segall, a mostra reúne um raro e robusto conjunto de trabalhos, ao contar também com peças provenientes de coleções particulares e de instituições, como Pinacoteca do Estado de São Paulo, MASP, Instituto de Estudos Brasileiros (USP), Fundação Edson Queiroz, Fundação José e Paulina Nemirovsky.

Em Lasar Segall: ensaio sobre a cor, retrospectiva com 87 pinturas e seis desenhos, além de fotografias e documentos, a curadora Maria Alice Milliet ilumina de forma inédita a questão cromática na produção do artista lituano naturalizado brasileiro. Ao ser apresentada no Sesc 24 de Maio, localizado no lugar de encontro de povos refugiados e das mais diversas origens, a exposição demonstra a atualidade da obra de Lasar Segall, um pintor que retratou o drama de populações desterradas.

Segundo a curadora, a conquista da liberdade cromática é da maior importância para Segall em todas as fases de sua pintura. Por isso os diferentes esquemas cromáticos adotados pelo pintor determinam o agrupamento das obras na exposição, espaço desenhado por Pedro Mendes da Rocha. Os quatro blocos aludem a quarteirões de uma cidade, com uma praça central onde serão realizadas as atividades integradas e instalada a única escultura do artista na mostra, Três jovens [2001] que, pertencente ao acervo da Pinacoteca, integra o conjunto de obras do Parque da Luz. A obra, produzida em bronze após a morte do artista, foi realizada a partir do exemplar em pedra de Ipanema, de 1931. Em cada um dos núcleos – Angústia: a cor emoção; Sob o signo dos trópicos: a paleta nacional; Compaixão: a não cor; e Introspecção: a “cor Segall” –, Milliet inclui a obra de outro brasileiro em diálogo com a respectiva fase de Segall.

O diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, afirma que “os recortes da exposição Lasar Segall: ensaio sobre a cor estão organizados a partir dos densos segmentos presentes em quatro fases da carreira do artista. A ideia que permeia o projeto expositivo possibilita aos visitantes diversas áreas de contato com as obras do artista lituano, que adotou o Brasil como pátria. Dessa forma, o Sesc concretiza a missão institucional, focado na educação permanente, oferecendo meios às pessoas para que encontrem e reconheçam seus próprios sentidos na aproximação com o artista e com o seu fazer artístico”.

Os flagelos migratórios começam a surgir em Angústia: a cor emoção (de meados da década de 1910 a 1923), segmento que traça a produção de Segall enraizada no expressionismo, resultado de sua formação acadêmica em Berlim, e antecede a Primeira Guerra Mundial. “As terríveis consequências do conflito levam o artista a acolher em sua arte a dor e o desamparo dos refugiados, dos pobres e das prostitutas”, afirma a curadora. Segundo ela, a exacerbação de sentimentos se manifesta no desenho anguloso das figuras e no uso de cores intensas e contrastantes, como se observa em Duas amigas [c. 1917/1918 (1913?)], Morte [1919] e Gestante [1919]. “As cores, aparentemente arbitrárias – roxos, azuis profundos, rosas macerados e amarelos biliosos – são como gritos de angústia em uma sociedade doente.” Ao incluir neste núcleo O homem amarelo [1915/1916], de Anita Malfatti, acentua-se o aspecto da liberdade no uso da cor (não naturalista).

Fonte: Dasartes