Galeria22 | Whitechapel Gallery apresenta a primeira retrospectiva de Anna Maria Maiolino no Reino Unido
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Whitechapel Gallery apresenta a primeira retrospectiva de Anna Maria Maiolino no Reino Unido

Whitechapel Gallery apresenta a primeira retrospectiva de Anna Maria Maiolino no Reino Unido

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In-Out (Antropofagia), da série Fotopoemação, 1973/74–2000 (detalhe)
Com materiais simples como argila, papel e tinta, Anna Maria Maiolino constrói um mundo fascinante, enraizado nas condições humanas, como desejo, fragilidade e resistência

Anna Maria Maiolino: Making Love Revolutionary é a primeira retrospectiva da artista pioneira no Reino Unido e narra sessenta anos de mudanças políticas, pessoais e culturais através de 150 obras, muitas delas expostas pela primeira vez no Reino Unido. Emigrando para o Brasil na década de 1960, a obra de Maiolino também a conecta a momentos importantes da história da arte brasileira: o Novo Movimento de Figuração e o Neoconcretismo, na década de 1970.
A artista Anna Maria Maiolino, com suas esculturas de argila não queimadas, na exibição privada da primeira retrospectiva de seu trabalho no Reino Unido

A artista Anna Maria Maiolino, com suas esculturas de argila não queimadas, na exibição privada da primeira retrospectiva de seu trabalho no Reino Unido

Anna Maria Maiolino (n. 1942, Itália) constrói um mundo fascinante, enraizado nas condições humanas, como desejo e maternidade, linguagem e resistência, trabalhando com materiais simples como argila, papel e tinta. A escultura mais recente de Maiolino apresenta contornos e formas em argila crua que evocam o trabalho tradicional das mulheres, como trabalhos domésticos e panificação, com pequenas variações que evidenciam o trabalho da mão, apresentado em diálogo com trabalhos em papel. Maiolino trata o papel como um meio escultural, rasgando, dobrando e estratificando suas obras em papel.
Anna Maria Maiolino, É o que sobra, da série Fotopoemação

Anna Maria Maiolino, É o que sobra (1974), da série Fotopoemação

A exposição também revela o início das pinturas de Maiolino, usando a técnica típica de impressão em xilogravura e a figuração popular do nordeste do Brasil. Inspirando-se em sua experiência como imigrante sob a ditadura militar brasileira, também estão em exibição trabalhos de vídeos e performances com carga política dos anos 1970 e 1980, explorando a repressão e a fome.

O título da exposição, “Making Love Revolutionary”, é uma referência às mães argentinas que protestaram pelo desaparecimento de seus filhos durante a ditadura na década de 1980 e destaca a relação entre o pessoal e o político no trabalho de Maiolino.
Anna Maria Maiolino, Entrevidas (1981), da série Fotopoemação

Anna Maria Maiolino, Entrevidas (1981), da série Fotopoemação

A exposição culmina em temas de regeneração e renovação, com a performance Entravidas (1981), uma manifestação literal de andar sobre cascas de ovos; o ovo Maiolino compara-se a uma forma ou começo primordial.

“Making Love Revolutionary” foi concebida e organizada em colaboração com o PAC Padiglione d’Arte Contemporanea em Milão e ocupa a Whitechapel Gallery até 12 de janeiro de 2020.
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Fonte : TouchofClass out/2019