Galeria22 | Agora você pode visitar cinco museus brasileiros sem sair de casa
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Agora você pode visitar cinco museus brasileiros sem sair de casa

Agora você pode visitar cinco museus brasileiros sem sair de casa

Iniciativa oferece passeio virtual por cinco museus brasileiros, com mais de 1.300 itens disponíveis para visualização

Graças a uma parceria entre Google e Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), alguns museus brasileiros podem agora ser visitados virtualmente. A iniciativa possibilita o acesso a obras clássicas contemporâneas e, ao mesmo tempo, analisar a história do Brasil pelos olhos de grandes artistas nacionais e internacionais. Atualmente, já são mais de 1.300 itens e 18 exposições de cinco museus: Museu Nacional de Belas Artes (RJ); Museu Histórico Nacional (RJ); Museu Imperial (RJ); Museus Castro Maya (RJ) – formado pelos museus do Açude e Chácara do Céu; e Museu Lasar Segall (SP).

Museu Nacional de Belas Artes

É possível apreciar a coleção da Missão Artístico Francesa, que trouxe ao Brasil artistas como Jean Baptiste Debret e Nicolas Antoine Taunay no início do século XIX, com o objetivo de criar uma escola de arte e ofícios na então capital, Rio de Janeiro.

A Missão arejou o panorama do cenário artístico e instituiu o estilo neoclássico com pinturas como o “Retrato de D. João VI” e o “Estudo para desembarque de Dona Leopoldina no Brasil” ambos de Debret, datados de 1817. O passeio virtual ao Museu ainda oferece ao público o contato com a primeira geração de artistas brasileiros formados por professores estrangeiros que aqui chegaram com Joachim Lebreton, chefe da comitiva de artistas e artesãos.

Museu Histórico Nacional

Um dos grandes atrativos do projeto é poder conferir os detalhes de algumas obras, que foram capturadas por uma câmera de altíssima resolução, revelando detalhes que poderiam passar despercebidos a olho a nu. A pintura [Ex-Voto] Batalha dos Guararapes”, de 1758, é uma das 450 obras disponíveis a partir dessa tecnologia. Integrante do acervo do Museu Histórico Nacional (RJ), a pintura retrata uma das maiores batalhas ocorridas na época colonial, que culminou com a perda, pelos holandeses, do controle do território pernambucano fora do Recife.

Museu Imperial

Além de obras de arte, outros itens históricos podem ser contemplados no passeio virtual. Outro projeto do Google, o We wear Culture, transporta o fascínio do traje e insígnias usados por D. Pedro II em sua coroação, em 1841, como Imperador do Brasil para fora do ambiente físico do Museu Imperial (RJ).

Museus Castro Maya

O perfil eclético da coleção de obras dos Museus Castro Maya (RJ), formado pelos museus do Açude e Chácara do Céu, chama atenção. O colecionador e mecenas das artes Raymundo Ottoni de Castro Maya doou os imóveis e toda a coleção cerca de 17 mil itens, que abrangem tanto as artes plásticas quanto as artes aplicadas, decorativas e a bibliofilia. Agora, o acervo pode ser visitado assim como está disposto no museu num passeio 360º a partir da ferramenta virtual pelas salas e jardins do imóvel.

O museu é um dos maiores acervos públicos do pintor e artista plástico brasileiro Candido Portinari, com 168 originais, entre pinturas, desenhos, gravuras e ilustrações de livros. Durante o passeio, ainda é possível conhecer peças das coleções de arte oriental, Brasiliana, arte brasileira moderna, arte popular brasileira e arte europeia dos séculos XIX e XX, além de alguns exemplares esparsos de peças clássicas e obras dos séculos XVII e XVIII.

Museu Lasar Segall

Pelo projeto ainda é possível conhecer a história do artista por trás das obras. O processo do abrasileiramento do lituano Lasar Segall é apresentado numa temática audiovisual: suas obras mais representativas e áudios explicativos de cada fase de sua produção artística perpassam desde o impressionismo europeu do começo do século XX até a “revelação do milagre da cor e da luz” com o movimento modernista após conhecer o Brasil, na década de 1920.

O Museu Lasar Segall (SP) está instalado nos espaços que eram de sua casa e de seu ateliê, adaptados a essa nova finalidade. O artista voltou definitivamente ao Brasil em 1932, na casa projetada por seu cunhado, o arquiteto modernista Gregori Warchavchik.

Natureza morta com violão (c. 1944), Lasar Segall

Fonte: Touch of Class