Todos os anos, exposições de peso se espalham ao redor do mundo. Em 2018 não será diferente. Fique de olho e programe-se!

Uma coisa é certa em 2018: não há escassez de boa arte para se ver. Desde a primeira grande exposição nos EUA da pintora abstrata Hilma af Klint e a maior mostra britânica do videoartista pioneiro Joan Jonas, até as pinturas apaixonadas do início do século XX de Egon Schiele e a primeira escultura espacial do mundo, do artista contemporâneo Trevor Paglen, aqui está uma lista com 12 mostras que acontecem em todo o mundo – e além – que você não vai querer perder.

“Soul of a Nation: Art in the Age of Black Power”

De 3 de fevereiro a 23 de abril
Crystal Bridges Museum of American Art – Bentonville, Arkansas

Jeff Donaldson, Study for Wall of Respect [Miles Davis], c. 1967

Organizada pela Tate Modern de Londres e estreando nos EUA no Crystal Bridges Museum of American Art do Arkansas, esta exposição aclamada pela crítica revela as contribuições fundamentais (mas largamente negligenciadas) de artistas negros para a cultura visual americana do século XX através das  obras de mais de 60 artistas como Romare Bearden, Martin Puryear, Faith Ringgold, Betye Saar e Alma Thomas.

Sheila Hicks

7 de fevereiro a 30 de abril
Centre Pompidou – Paris

Sheila Hicks, Lianes de Beauvais, 2011-2012

Sheila Hicks estudou Bauhaus com o expert Josef Albers e foi encorajada em suas atividades artísticas têxteis por sua esposa e companheira de arte, Anni, antes de se mudar para o México na década de 1960. Foi lá que ela se inspirou para incorporar tradições artesanais não ocidentais entre seus projetos modernistas europeus. Como parte da programação do ano de 40º aniversário do Pompidou, esta retrospectiva da artista exibe seus projetos vibrantes e coloridos, que fundem fibras e escultura, junto a uma série de imagens de arquivo raramente vistas das viagens de Hicks e de suas influências.

“Jasper Johns: Something Resembling Truth”

10 de fevereiro a 13 de maio
The Broad – Los Angeles

Jasper Johns, Target, 1961

Outra estréia nos EUA de uma exposição de grande repercussão, “Something Resembling Truth” foi organizada em parceria com a Royal Academy de Londres, onde estava em cartaz até o final de 2017. Apresentando mais de 100 dos mais emblemáticos e historicamente importantes trabalhos do artista, incluindo alguns tirados da coleção do Broad, a mostra é a primeira grande retrospectiva de Jasper Johns em Los Angeles desde 1965. Também é a primeira exposição dedicada ao artista nos EUA em quase duas décadas.

“Egon Schiele: Expression and Lyricism”

3 de março a 4 de novembro
Leopold Museum – Viena

Egon Schiele, Versinkende Sonne (Setting Sun), 1913

Um século atrás, Viena era o berço da criatividade de artistas como Schiele, Gustav Klimt e Kolomon Moser, definindo uma estética modernista claramente escura e exuberante que moldaria a trajetória da cultura visual européia durante décadas. Marcando o 100º aniversário da morte prematura de Schiele, o Museu Leopold apresenta os destaques de sua incomparável coleção, além de desenhos raramente vistos, poemas, documentos de arquivo e fotografias, bem como trabalhos contemporâneos sobre e inspirados pelo artista enigmático, revelando sua duração e influência indubitável.

Joan Jonas

14 de março a 5 de agosto
Tate Modern – Londres

Com uma carreira de 50 anos, Joan Jonas é considerada pioneira entre artistas de performance e video. Esta exposição da Tate Modern é a maior dedicada a seu trabalho já vista na Inglaterra e a primeira vez que as galerias do museu foram entregues inteiramente a um único artista. Começando com as primeiras obras iniciais do final da década de 1960, a mostra percorre a carreira de Jonas até chegar às suas recentes instalações imersivas, que  abordam pontos de discussão cultural contemporânea, como a mudança climática.

“Like Life: Sculpture, Color, and the Body (1300–Now)”

21 de março a 22 de julho
The Met Breuer – Nova York

Esta mostra grandiosa explora 700 anos de tentativas de capturar a beleza e até mesmo a estranheza do corpo humano na escultura através de mais de 120 obras de artistas, que produziram seus trabalhos desde a Europa medieval até os dias de hoje.

“Indicators: Artists on Climate Change”

19 de maio a 11 de novembro
Storm King Art Center – New Windsor, Nova York

Tavares Strachan, Sometimes Lies are Prettier, 2017

Coincidindo com a mudança de estação no Hemisfério Norte, esta exposição explorará o grande aquecimento global. Incluindo obras existentes e inéditas de mais de uma dúzia de artistas, incluindo Maya Lin, Mary Mattingly e Justin Brice Guariglia, “Indicators” examina o impacto das mudanças climáticas sobre a forma como experimentamos o mundo, tanto cientificamente quanto esteticamente.

“I Was Raised on the Internet”

23 de junho a 14 de outubro
Museum of Contemporary Art Chicago – Chicago

Esta expansiva exposição coletiva reúne quase 100 obras de artistas que pertencem, em grande parte, à Geração Y, analisando a forma como a internet não só formou uma geração, mas um novo mundo. O primeiro trabalho é de 1998 – quando o pânico do Y2K estava aumentando – e explora até hoje o modo como nossas experiências podem ser definidas pela nossa existência online.

“Trevor Paglen: Sites Unseen”

21 de junho a 6 de janeiro de 2019
Smithsonian American Art Museum – Washington, D.C.

Em abril, Trevor Paglen lançará a primeira escultura espacial do mundo – um satélite que irá orbitar por cerca de oito semanas antes de se desintegrar. Até  então, de volta à Terra, o Smithsonian lançará uma retrospectiva que aborda os meados da carreira do artista de origem norte-americana, que atualmente trabaha em Berlim, até suas novas instalações inspiradas na Inteligência Artificial, além de suas fotografias e esculturas anteriores que muitas vezes exploram temas de vigilância e segredos do governo.

“Catastrophe and the Power of Art”

6 de outubro a 20 de janeiro de 2019
Mori Art Museum – Tokyo

Provavelmente não é uma exposição onde você vai querer ir se estiver tendo um dia ruim, mas “Catastrophe and the Power of Art” promete uma tomada mordaz e poética sobre os grandes cataclismos recentes – o terremoto do Japão de 2011, a crise financeira global atingida de 2008, o 9/11 – e como artistas contemporâneos como Fujii Hikaru, Mona Hatoum, Thomas Hirschhorn, Kato Tsubasa, Swoon, Gillian Wearing e muitos outros responderam a eles. Embora esses eventos possam afetar objetivamente o mundo em geral, suas variadas respostas artísticas avaliam a subjetividade da perda, do sofrimento e até mesmo da verdade na sequência da tragédia, ao mesmo tempo que fornecem esperança e renovação.

Hilma af Klint

12 de outubro a 27 de janeiro de 2019
Guggenheim Museum – Nova York

Quando Hilma af Klint morreu em 1944, ela pediu que suas pinturas e trabalhos em papel não fossem exibidos por pelo menos duas décadas, acreditando que o mundo não estava preparado para seu trabalho. Uma pioneira da pintura não objetiva, muito antes dos artistas masculinos creditados pela gênese do estilo, como Wassily Kandinsky, Piet Mondrian e Kazimir Malevich, suas pinturas abstratas estão finalmente sendo levadas a uma luz institucional na primeira grande retrospectiva individual dela nos EUA – e o mundo nunca foi mais preparado e pronto para ela.

“How to talk with birds, trees, fish, shells, snakes, lions and bulls”

16 de novembro a 31 de março de 2019
Hamburger Bahnhof – Berlim

Deseja entrar em contato com seu lado selvagem este ano? Então, esta é a exposição para você, cujo título sugere um tutorial sobre como se comunicar com a natureza. Através do cinema, da fotografia, performance e programas ativistas, a exposição explora espécies, sociedades e ambientes em extinção e como o destino da humanidade está vinculado ao de todos os outros ecossistemas.

Via Observer